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20/09/2019
Esclarecendo as dúvidas sobre a ANESTESIA

Saúde Animal - Clínica Veterinária

A palavra anestesia é tradicionalmente associada a intervenções delicadas e muitas vezes, assusta os donos de pets. No entanto, a anestesia é uma das especialidades que mais evoluiu nos últimos anos, visando o bem-estar dos nossos mascotes durante e após um procedimento invasivo. Nesta matéria, o médico veterinário Naure Rodrigo Souza explica o processo e critérios para a aplicação da anestesia em animais de pequeno porte.

A avaliação
Independentemente da idade do paciente e do procedimento a ser feito, seja uma cirurgia eletiva, de emergência ou mesmo oncológica, faz-se sempre uma avaliação prévia do paciente. Essa avaliação inclui exame clínico, conversa com o tutor sobre alimentação e comportamento do animal e verificação da frequência cardíaca e respiratória, temperatura, mucosa e escore da condição corporal do bichinho.
Após, faz-se exames de sangue hematológico e bioquímico, com análise renal, hepática e glicêmica. Se constatada alguma alteração, o médico veterinário solicita exames mais detalhados - como raios-X de tórax, eletro do coração e ecocardiograma. Em caso de alteração nas enzimas hepáticas e renais é feito um ultrassom abdominal para averiguação do sistema hepático: vesícula biliar, trato digestivo, rins e bexiga. Se for uma fêmea, também avalia-se o útero e ovários. “Tudo isso para o profissional se certificar de qualquer alteração que o animal possa apresentar, se precaver no processo anestésico e escolher o medicamento a ser administrado com segurança”, frisa o Dr. Naure Rodrigo Souza.

O Dia D
Apenas com a certeza de que o animal está saudável são agendados os procedimentos eletivos e não emergenciais. No dia marcado é realizada uma reavaliação geral (frequência cardíaca, mucosa, temperatura, etc.) e após esta etapa inicia-se a intervenção.
Com a avaliação do paciente pronta, o veterinário anestesista deve escolher o melhor protocolo anestésico. Hoje em dia, os protocolos anestésicos mais utilizados são a anestesia inalatória e a TIVA (Anestesia Total Intravenosa). Esta, por sua vez, é bem diferente daquela anestesia utilizada antigamente, quando os animais dormiam por muito tempo. A TIVA é segura e de rápida recuperação. Falaremos um pouco como é feita a anestesia inalatória.
Inicialmente é feita a medicação pré-anestésica, que vai tranquilizar o animal e permitir mais facilmente a manipulação. Após a colocação do cateter para que ele receba o soro, é administrado um medicamento que irá fazê-lo dormir completamente, permitindo assim a colocação da sonda endotraqueal e colocação no aparelho de anestesia inalatória. Durante todo o tempo o animal é monitorado (frequência cardíaca e respiratória, pressão, saturação de oxigenação) e ao término do procedimento é hora de começar a despertar. Isso acontece logo após a interrupção do fluxo do anestésico inalatório.
Com o acesso às anestesias mais seguras, como a inalatória e a TIVA, além de maior segurança durante a intervenção, conseguimos que nosso paciente desperte melhor. Na maioria dos procedimentos cirúrgicos o animal está habilitado a ir para casa no mesmo dia, se alimentar e continuar a sua rotina normalmente; bem diferente de quando eram aplicadas as anestesias dissociativas. O animal demorava muito para se recuperar e ainda corria o risco de sofrer alguns efeitos deletérios ao longo de vida.

Procure sempre um médico veterinário capacitado e de confiança para que ele possa oferecer o que há de melhor para o seu pet.

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