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Instituto de Radiologia Cascavel

50 anos como referência em diagnósticos por imagem

A história do Instituto de Radiologia Cascavel caminha junto com a história da cidade que leva o seu nome. Inaugurado em 1969, é fruto da iniciativa visionária dos médicos Álvaro Rabelo (in memoriam), Carlos Gilberto Miranda (in memoriam), Alberto Fernando Barddal Drummond (in memoriam) e José Richard (in memoriam). Começou tímido, em uma pequena ala do Hospital Policlínica Cascavel, mas seu futuro era promissor.
Em 1972, Dr. Adiris Gomes de Barros (in memoriam), carioca, natural de São Fidelis, chegou a Cascavel para prestar serviços no hospital. Formado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (RS), cursou residência médica em Radiologia no Instituto de Radiologia e Medicina Nuclear do Rio de Janeiro (Hospital Souza Aguiar). Com o tempo, surgiu a proposta para que comprasse o Instituto, que curiosamente era conhecido como Raio-X Cascavel. Tão logo assumiu a empresa, Dr. Adiris e sua esposa, Senilda Schroeder, a Zeni, passaram a investir na aquisição dos mais modernos equipamentos daquela época. A notícia do novo centro de Radiologia se espalhou rapidamente por toda a região e o movimento cresceu de maneira progressiva. Foram muitas histórias. “Naquela época não havia telefone nas casas para agendamento de exames. Os ônibus das cidades vizinhas traziam as pessoas e precisávamos atender a todas. Algumas vezes, os ônibus retornavam e o paciente ficava na clínica para concluir o procedimento. No final, Adiris e eu íamos com o paciente até a rodoviária, comprávamos a passagem de volta e só depois de acomodá-lo e conversar com os motoristas voltávamos para casa. O nosso atendimento sempre foi humanizado, literalmente”, conta Zeni, que foi administradora do Instituto por mais de 30 anos. Doutor Adiris atuou nas áreas de radiologia convencional e contrastada, mamografia e densitometria óssea. Em 1985, trouxe um importante reforço para trabalhar ao seu lado, Dr. Roney José Lodovico Pietroni, gaúcho de Cachoeira do Sul, que desde cedo sabia que seu futuro era na Medicina.
Durante sua formação conheceu várias especialidades, mas foi na Radiologia que se identificou. Em partes, era uma área familiar, pois seu pai, Percival Pietroni, foi técnico em Radiologia no Exército, em Santa Maria (RS). Este legado também impactou a vida do filho Giovanni Salton Pietroni, que além de crescer nos corredores do Instituto, fez questão de escolher a Radiologia como profissão. Doutor Roney é casado com Inelve Salton Pietroni, que administrou o Instituto por sete anos, e o casal tem mais uma filha, Giullia Salton Pietroni. O médico continua trabalhando com entusiasmo e garra, atitudes que inspiram toda a equipe.
A superação dos desafios, a parceria com a classe médica da região, o compromisso com a saúde e a visão empreendedora dos sócios-proprietários fez o Instituto prosperar. Em 2005, quem passou a integrar o time foi Dr. Jocelito Ruhnke, que trouxe um conhecimento ímpar, sendo o primeiro médico a trabalhar com tomografia computadorizada e ressonância magnética na instituição, contribuindo significativamente para a consolidação dos serviços prestados. Hoje, ao comemorar 50 anos, além dos médicos radiologistas Dr. Roney e Dr. Jocelito, integram o corpo clínico do Instituto de Radiologia Cascavel Dra. Juliana dos Santos Carvalho, Dr. Rafael Estruzani Neves, Dr. Giovanni Salton Pietroni e Dra. Tatiana Frehner Kavalco, todos especialistas em suas áreas de atuação. Juntos, formam uma equipe extremamente competente, apaixonada pela medicina diagnóstica e que preza pela constante atualização científica. A dedicação dos médicos, aliada à infraestrutura completa e diferenciada, equipamentos e tecnologias de ponta, equipe de colaboradores bem treinada e os constantes investimentos justificam a notoriedade dos serviços prestados. Afinal, são cinco décadas atuando na prevenção, no diagnóstico, na promoção da saúde e contribuindo para o crescimento da Medicina Radiológica do Oeste paranaense. Essa credibilidade, alcançada em 50 anos de experiência, também posiciona o Instituto de Radiologia Cascavel entre os mais estruturados centros de diagnóstico por imagem do Sul do Brasil.



A estrutura é ampla e deve crescer ainda mais
São realizados aproximadamente 46 mil exames de imagem por ano

Com uma equipe formada por 34 profissionais, entre médicos especialistas, tecnólogos em radiologia e demais colaboradores, o Instituto de Radiologia Cascavel realiza anualmente cerca de 46.000 exames de imagem. Os procedimentos são realizados por meio de tecnologias avançadas, como a densitometria óssea, mamografia digital, ultrassonografia/ecografia, ressonância magnética, tomografia computadorizada, radiologia geral e contrastada.
O Instituto recebe pacientes da região Oeste do Paraná, de diversos lugares do Brasil e, até mesmo, de países vizinhos, como o Paraguai. Diante deste contexto, preza pelo atendimento humanizado, buscando atender cada pessoa com seriedade, transparência e respeito às suas necessidades e limitações, desde a chegada até a finalização dos exames.
Projetado para oferecer comodidade e bem-estar, contempla duas recepções, dois aparelhos de ultrassonografia, radiografia, dois equipamentos de ressonância magnética, tomografia computadorizada, mamografia, sala de reuniões, área administrativa e amplo estacionamento para mais de 50 carros. Busca, também, promover a acessibilidade às pessoas que têm dificuldades, principalmente as que necessitam de aparato médico para locomoção, dispondo de estacionamento específico para ambulância e entrada exclusiva para pacientes acamados. A estrutura é ampla e deve crescer ainda mais.

Densitec

Atuando junto ao Instituto de Radiologia Cascavel há 28 anos está a Densitec, um dos principais centros do Sul do Brasil especializado em densitometria óssea e densitometria corporal total. Ambos exames são considerados métodos padrão-ouro no diagnóstico da osteoporose e na avaliação da estrutura corporal (massa magra, óssea e gordura).

Espaço da Mulher
O Instituto de Radiologia Cascavel inaugura este ano o Espaço da Mulher, um ambiente personalizado, com sala de espera exclusivamente feminina, garantindo maior privacidade e bem-estar às pacientes, que poderão agendar seus exames com duas opções de atendimento, sendo um deles realizado unicamente por profissionais mulheres (médicas, enfermeiras e técnicas).

As tecnologias e os avanços radiológicos em prol da saúde e da medicina

A Radiologia é uma especialidade “relativamente nova” (surgiu em 1895), mas seguramente é imprescindível para todas as demais áreas ligadas à saúde, pois o diagnóstico por imagem permite verificar com detalhes condições clínicas que antes não eram descobertas ou que precisavam ser analisadas de maneira mais agressiva, com cirurgias, por exemplo. Um dos métodos da medicina diagnóstica por imagem é a radiologia contrastada, indicada para investigar órgãos e vasos que não são visualizados com tanta facilidade nas radiografias simples. É um método que abrange exames que necessitam de preparos especiais e de exímio conhecimento por parte dos profissionais.
“Os contrastes são substâncias que, ao serem aplicadas ou ingeridas, preenchem as cavidades da área a ser analisada, acentuando os contornos, as características e as lesões sob suspeita”, explica Dr. Roney.
A lista de exames que podem ser feitos por meio da radiologia contrastada é extensa. Nos exames contrastados verificam-se, por exemplo, úlceras, tumores, estreitamentos, dilatações, obstruções, a morfologia e até a motilidade de um órgão. Segundo Dr. Roney, “apesar da eficiência de outros métodos (como a ultrassonografia e a endoscopia), a radiografia contrastada se mantém como um importante exame complementar na investigação de doenças do trato digestivo, principalmente aquelas que alteram a motilidade”.

Histerossalpingografia
Exame aponta causas da infertilidade

Descobrir a causa do problema da infertilidade é o primeiro passo para o tratamento. Dentre os exames que podem auxiliar as mulheres no diagnóstico está a histerossalpingografia, que permite ao médico avaliar as condições do útero e das trompas uterinas.
“Com este exame contrastado, conseguimos avaliar as características do útero, identificar se existe alguma obstrução ou alteração que impeça a fecundação, bem como resolver eventuais obstruções transitórias”, declara Dr. Roney.

Endometriose
A doença da mulher moderna

A endometriose é uma doença inflamatória crônica causada pela localização, implantação e migração de células pertencentes ao endométrio para o interior da cavidade abdominal. É a principal causa de dor pélvica crônica entre as mulheres e também está relacionada a dores durante a relação sexual, alterações intestinais, alterações urinárias e dificuldade em engravidar. É um problema que precisa ser diagnosticado, localizado, avaliado em sua extensão e tratado.
A ressonância magnética é considerada o método padrão-ouro não invasivo para o diagnóstico da doença. Além das altas taxas de sensibilidade e especificidade, não utiliza radiação, dispensa o uso de contraste endovenoso e fornece uma abrangente análise da região pélvica - útero, cavidade endometrial, trompas, ovários, colo uterino, paredes vaginais, bexiga, reto, linfonodos, ligamentos, vasos, paredes e assoalho pélvico -, demonstrando as áreas acometidas pela doença, as extensões das lesões e possíveis complicações. “Com a ressonância magnética é possível diagnosticar, estadiar e planejar com segurança o melhor tratamento para cada caso, seja o tratamento clínico ou cirúrgico. Outra grande vantagem é que por ser um exame não invasivo, permite ao médico e paciente a monitorização, comparação e acompanhamento do tratamento”, esclarece o médico radiologista Dr. Jocelito Ruhnke.

Câncer de pelve
Inimigo silencioso

A ultrassonografia e a ressonância magnética são métodos muito eficazes para o diagnóstico de patologias da pelve. No caso do câncer de pelve, a ausência, a sutileza ou a superposição de sintomas pode adiar o diagnóstico e fazer com que o tratamento seja protelado. “Dores pélvicas, sangramentos, queixas urinárias e intestinais podem estar relacionados a doenças inflamatórias, infecciosas, alterações hormonais, entre outras, ou até mesmo, sinalizar algo mais grave, como um câncer. No caso de persistência desses sinais, o paciente deverá consultar seu médico, que aprofundará a investigação por meio de exames físicos, laboratoriais e de imagens. Vale ressaltar que, em muitos casos, somente com o exame de imagem é possível identificar e localizar um tumor. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura", explica Dr. Ruhnke.

Câncer de próstata
A Radiologia vencendo tabus

O cuidado com a saúde masculina enfrenta a falta de regularidade das consultas, dos exames e o preconceito. No que diz respeito ao câncer de próstata, os tabus são ainda maiores, devido ao exame de toque retal. Mas existe na Radiologia algum exame que forneça o diagnóstico sem a necessidade de toque retal? Sim! A ressonância magnética multiparamétrica de próstata, que possibilita a detecção ultraprecoce no rastreamento do câncer de próstata. Este exame, juntamente com os avançados protocolos e tratamentos que surgiram nos últimos anos, está revolucionando o diagnóstico e tratamento dessa doença, graças à:

- Sensibilidade: consegue detectar precocemente tumores, até mesmo quando medem apenas alguns milímetros, tanto na zona periférica como nas demais zonas da próstata, que não são detectáveis no exame clínico;
- Especificidade: identifica e distingue se a lesão é um tumor ou outra patologia;
- Reprodutibilidade: padronização e execução de um mesmo protocolo no mundo inteiro;
- Comparabilidade: possibilita a comparação com exames anteriores, rotina, monitoramento, acompanhamento evolutivo da patologia e do tratamento.

O exame de ressonância magnética multiparamétrica de próstata é considerado hoje o método padrão-ouro para a detecção do câncer de próstata e determina a extensão da doença, avaliando se ela se restringe à próstata ou atinge outras estruturas gênito-urinárias, linfonodos e paredes pélvicas. “A ressonância magnética multiparamétrica de próstata reduz a necessidade de múltiplas biópsias e, quando necessárias, são realizadas de maneira dirigida no local de interesse, o que diminui os riscos de complicações e garante diagnósticos precisos. Seu surgimento como protocolo mundial é recente e por isso, pouquíssimo conhecido pelo público. Graças às oportunidades de divulgação e as campanhas de esclarecimento, os homens passaram a procurar com maior frequência os médicos especialistas na área, cuidando melhor da saúde”, cita Dr. Ruhnke.
 

Radiologia mamária
Radiologia desponta como uma das principais aliadas no diagnóstico
precoce e controle do tratamento do câncer de mama

O câncer de mama é o de maior incidência nas mulheres em todo o Brasil (excluídos os tumores de pele não melanoma). Com os avanços da Medicina, a possibilidade de cura aumentou consideravelmente nas últimas décadas. Quanto mais precoce o diagnóstico, menos mutilante, menos desconfortável e mais eficaz será o tratamento da neoplasia. Porém, para obter resultados cada vez mais precisos, são fundamentais: técnicas apuradas, análise criteriosa e amplo conhecimento científico, pois as lesões mamográficas podem ser muito semelhantes ao parênquima mamário normal. Em outras palavras, os tumores óbvios aparecerão em mamografias realizadas com qualquer técnica, mas os tumores menores e mais complexos somente serão demonstrados se a mamografia for realizada e avaliada com alto rigor técnico.
Neste caso, destaca-se a importância do trabalho realizado pelo Instituto de Radiologia Cascavel, que além de contar com médicos especialistas em radiologia mamária, realiza no mesmo local: mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética das mamas, exames que se complementam, além de biópsias e agulhamentos. Isso representa mais agilidade, precisão e qualidade nos laudos solicitados pelos ginecologistas, mastologistas, oncologistas e demais profissionais. Esse atendimento diferenciado, com uma equipe integrada de médicos radiologistas, capazes de correlacionar os dados mamográficos antes ou no mesmo momento da realização da ultrassonografia e da ressonância magnética, garante maior comodidade às pacientes, economia de tempo, bem como diminui a possibilidade de falhas no diagnóstico.
No Instituto de Radiologia Cascavel os resultados das mamografias e ultrassonografias de mama são liberados em até 24 horas. Nos casos em que há alterações altamente suspeitas, os resultados podem ser entregues em minutos!

Instituto une tecnologias e médicos especialistas para fornecer diagnósticos cada vez mais precisos
A mamografia é o único método capaz de detectar microcalcificações suspeitas (alteração mais precoce na maioria dos tipos de câncer de mama). “A mamografia é um exame primordial para mulheres a partir de 40 anos de idade, estando elas sadias ou apresentando queixas. Com a mamografia, conseguimos eliminar muitas suspeitas, sendo fundamental que seja feita antes dos outros exames. A ultrassonografia e a ressonância magnética são exames complementares, geralmente solicitados para esclarecer dúvidas e especificar o diagnóstico, como nos casos em que se faz necessário identificar se a alteração sugerida no primeiro momento consiste em um nódulo ou um cisto, por exemplo”, explica o médico radiologista Dr. Giovanni Pietroni. A ultrassonografia de mamas, além de ser um exame complementar à mamografia, identificando e caracterizando lesões quanto ao seu grau de suspeita, também pode ser utilizada para guiar as biópsias e os agulhamentos. “Com o auxílio da ultrassonografia é possível encontrar lesões inferiores a 1,0 cm e efetuar punções com agulha fina, biópsia com agulha grossa (core biopsy), ou mesmo colocar um marcador metálico no local exato para que o cirurgião retire a lesão. Estes procedimentos de diagnóstico e demarcação são realizados no próprio Instituto de Radiologia, em caráter ambulatorial e com anestesia local”, esclarece Dr. Giovanni.
A ressonância magnética segue como último exame complementar. É um método que avalia muito mais que a forma da lesão, mas também suas características vasculares (realce pelo meio de contraste). As principais indicações da ressonância magnética de mamas são: achados inconclusivos na mamografia e na ultrassonografia, estadiamento e planejamento cirúrgico, controle pré e pós QT neoadjuvante, avaliação de tumor recorrente/cicatriz cirúrgica, pesquisa de tumor oculto na mama, e na avaliação de descarga papilar (secreção no mamilo). A ressonância também pode ser indicada como método para rastreamento de algumas pacientes com alto risco para câncer de mama (que possuem pré-disposição genética, com familiar de 1º grau com alteração gênica, com histórico de radioterapia no tórax entre 10 e 30 anos de idade, entre outros fatores). Além disso, a ressonância magnética é o melhor método para avaliação de implantes mamários de silicone.

Diagnóstico por imagem de lesões nos esportes

Na busca por melhor qualidade de vida, as pessoas estão incluindo cada vez mais atividades esportivas em seu dia a dia. Porém, tanto o esportista profissional quanto o recreacional não estão livres de eventuais lesões relacionadas à atividade física. Atualmente, se um paciente ou atleta tem uma lesão articular específica, ele pode ser assistido por um médico especialista nesta articulação. Para atender a esse grupo de pacientes e seus médicos, a área de diagnóstico por imagem precisou evoluir. Os exames por imagem se modernizaram e ficaram mais nítidos, garantindo ao paciente melhores condições de tratamento, seja clínico ou cirúrgico.
Existem fatores que podem contribuir para as lesões por esporte, como os traumatismos agudos, erros de treinamento, variações anatômicas do indivíduo, tipo de calçado e piso onde é praticada a atividade. A médica radiologista Dra. Juliana dos Santos Carvalho Martins explica que “entre as lesões mais comuns se encontram: as rupturas ligamentares e meniscais no joelho (futebol e esportes de contato), as fraturas por estresse, tipicamente no fêmur, tíbia e metatarsos (corrida/caminhada), as tendinopatias e rupturas do manguito rotador e lesões labrais do ombro (academia, esportes de contato e de arremesso), as epicondilites do cotovelo (tênis e golf), entre outras”.
De acordo com o médico radiologista Dr. Rafael Estruzani Neves, o diagnóstico das lesões é clínico e complementado, quando necessário, por estudos de imagem. Os exames são solicitados para confirmação diagnóstica classificação da lesão, avaliação de complicações ou de achados secundários associados, ou mesmo para descartar diagnósticos diferenciais.
“Tanto o estudo radiológico convencional quanto a tomografia computadorizada são importantes para a avaliação das estruturas ósseas, sendo que a tomografia é melhor para avaliação do esqueleto axial. A ultrassonografia é muito útil para a avaliação de partes moles (músculos, tendões, ligamentos) superficiais, próximas à pele; enquanto a ressonância é indicada na avaliação de partes moles superficiais e profundas, cartilagens, além de estruturas ósseas, principalmente na identificação de edema ósseo pós-traumático e fratura oculta”, comenta Dra. Juliana.

Radiologia musculoesquelética e artrorressonância

Existem diversos métodos de imagens para avaliação óssea e muscular, sejam elas causadas por trauma ou doenças osteomusculares não relacionadas ao trauma, como doenças degenerativas, tendinites, bursites, doenças reumatológicas, inflamatórias, infecciosas, dentre outras que podem acometer o sistema muscular e esquelético. Entre os métodos de diagnóstico estão a ultrassonografia, radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Apesar da evolução tecnológica constante na área, em casos selecionados alguns procedimentos minimamente invasivos ainda são necessários.
No Instituto de Radiologia Cascavel, Dr. Rafael é o médico responsável pela artrorressonância magnética, método que distende a cápsula articular por meio de contraste, com a finalidade de ampliar o campo a ser estudado, facilitando a entrada do contraste nas lesões, mesmo quando pequenas. “Apesar da evolução dos aparelhos de ressonância magnética, a artrorressonância, quando bem indicada, demonstrou superioridade na avaliação de lesões condrais e labrais, principalmente nos quadris e ombros, permitindo uma excelente avaliação das estruturas capsuloligamentares do ombro. Mesmo nas situações em que a ressonância magnética convencional consegue suprir as necessidades diagnósticas, como no joelho, a artrorressonância ainda pode ser útil, como na avaliação pós-operatória das lesões meniscais”, enfatiza o médico radiologista.

O radiologista musculoesquelético pode, em parceria com o ortopedista, sugerir a melhor combinação de exames por imagem a fim de chegar ao diagnóstico preciso de uma determinada lesão.

Medicina fetal
Acompanhamento especializado durante a gestação

O Instituto de Radiologia Cascavel preza pelo cuidado com os pacientes em todas as fases da vida, especialmente quando trata-se de um momento especial como a gravidez. Além de disponibilizar modernos exames visando tanto a saúde das mamães como dos bebês, o Instituto conta com o suporte especializado da Dra. Tatiana Frehner Kavalco. A médica é ginecologista, obstetra e a primeira fetóloga da cidade, especialista em gestações de alto risco. Além disso, Dra. Tatiana, até o presente momento, é a única médica em Cascavel a realizar procedimentos intrauterinos de investigação, como a amniocentese, para verificação de infecções ou alterações cromossômicas, especialmente nos casos em que há alto risco estabelecido no exame morfológico do primeiro trimestre.
Aliando vasto conhecimento técnico e sensibilidade, a médica fetóloga atua em sincronia com o médico obstetra que cuida do pré-natal da gestante, visando acompanhar da melhor forma possível a saúde materno-fetal neste momento único e repleto de peculiaridades: “Enquanto o obstetra é responsável pelo pré-natal, eu faço o acompanhamento ultrassonográfico e, se necessários, procedimentos de investigação e orientações de seguimento dos casos. É um trabalho realizado em conjunto”, comenta Dra. Tatiana.
O trabalho do médico fetólogo é fundamental para que a gestação transcorra de maneira tranquila e com o suporte adequado, mesmo quando surgem imprevistos, como malformações fetais. “É possível diagnosticar malformações fetais, esclarecer a paciente e seus familiares quais são as possibilidades de prognóstico, o que se pode ou não fazer antes do nascimento e qual o planejamento necessário a cada caso no pós-parto. Isso possibilita aos pais encontrarem os especialistas que possam fazer correções logo que ocorre o parto ou ainda no próprio campo da cesariana (como na gastrosquise, por exemplo), além de facilitar aos pediatras suas condutas após o nascimento do feto”, destaca a médica.
Em situações de restrição de crescimento, o acompanhamento especializado passa a ser essencial para se descobrir o melhor momento de interrupção da gestação, contribuindo para a diminuição dos riscos da prematuridade e da necessidade de tempo de UTI Neonatal. "O estudo Doppler colorido fetal mais específico e a avaliação de vitalidade pelo perfil biofísico fetal ajudam a ganhar tempo de gestação, principalmente em fetos abaixo de 34 semanas com restrição de crescimento intrauterino, diminuindo em 2% o risco de complicações da prematuridade a cada dia a mais de gestação", ressalta a especialista.
Outro quadro que merece atenção são as gestações de risco de anemia fetal. “Neste caso, fazemos dopplerfluxometria com medida do pico de velocidade sistólica para acompanhamento e, se for necessária transfusão, encaminhamos a paciente para os serviços que já prestam esse atendimento”, explica.
A meta do Instituto é tornar-se um centro cada vez melhor e de referência nessa área, proporcionando bem-estar e todo suporte técnico às gestantes, fetos, médicos obstetras e pediatras de Cascavel e região.

Exames ultrassonográficos conforme a idade gestacional:
- Transvaginal de primeiro trimestre para datação fetal, até 12 semanas;
- Obstétrico com translucência nucal para rastreio de cromossomopatias, de 11 a 14 semanas;
- Dopplerfluxometria de ducto venoso e válvula tricúspide para melhor acurácia no rastreio de risco de cromossomopatias, de 11 a 14 semanas;
- Dopplerfluxometria de artérias uterinas para rastreio de risco de pré-eclâmpsia, a critério clínico a partir de 11 semanas;
- Transvaginal para medida do colo e avaliação de insuficiência istmo-cervical, melhor período a partir de 18 semanas;
- Morfológico de segundo trimestre para avaliação morfológica, de 20 a 24 semanas;
- Obstétrico para datar e avaliar crescimento, líquido amniótico e batimentos cardíacos fetais, a critério clínico após 12 semanas;
- Dopplerfluxometria obstétrica para avaliar fluxo sanguíneo fetal, a critério clínico após 22 semanas;
- Perfil biofísico fetal para avaliar vitalidade fetal, a critério clínico após 26 semanas;
- 3D / 4D para visualização mais realista do feto em foto e vídeo, melhor período de 26 a 30 semanas de idade gestacional.

Neurorradiologia
Na área de Neurologia, os melhores métodos de imagens são a ressonância magnética e a tomografia computadorizada, que podem ser solicitados, segundo Dra. Juliana Carvalho Martins, “com critérios, após a realização de consulta médica e de um bom exame clínico”. As principais queixas dos pacientes em neurologia que podem necessitar investigação por imagem são: cefaleia (sobretudo a de aparecimento súbito), tonturas e alterações do equilíbrio, derrames ou déficits neurológicos súbitos, convulsões, perdas e alteração de consciência, alteração de memória e demência, trauma, amortecimentos e paralisias, lesões de nervos cranianos e problemas neuropediátricos, como atraso do desenvolvimento, mal desempenho escolar e hiperatividade. A tomografia e a ressonância são métodos distintos em seus princípios, empregados conforme o caso e objetivo a ser atendido. “Existem inúmeros avanços contínuos na área de Neurorradiologia, sobretudo tratando-se de sequências de ressonância magnética voltadas ao detalhamento estrutural (volumetria do encéfalo, estudo de susceptibilidade magnética, da difusão e tractografia) e métodos de informações funcionais (perfusão e permeabilidade, espectroscopia, estudo das paredes dos vasos e composição das placas e caracterização dos fluxos liquórico e sanguíneo)”, complementa a médica.


O futuro da ressonância magnética
O contínuo avanço dos protocolos, dos novos softwares de processamento de imagens e a melhoria constante dos equipamentos tornam a ressonância magnética um método em franco crescimento. O exame, que não se utiliza de radiação, em breve contará com um grande reforço: a Inteligência Artificial, que visa auxiliar o médico tanto na execução quanto na análise de imagens. “De maneira mais rápida, será possível acessar bancos de dados científicos e comparar dados, auxiliando o médico radiologista no diagnóstico de doenças que ainda hoje são desafios, como câncer, doenças degenerativas do sistema nervoso central, como Alzheimer, e outras. Nós, do Instituto de Radiologia Cascavel, queremos estar prontos para acompanhar toda essa evolução”, destaca Dr. Ruhnke.


Dr. Roney J. L. Pietroni - Diretor Técnico Médico - CRM-PR 9798 / RQE 5807


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