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A excelência em cirurgia e transplante de fígado

A criação do Centro Avançado do Fígado em Cascavel foi um projeto idealizado pelo Dr. Luis César Bredt. Este sonho iniciou durante sua especialização em Cirurgia e Transplante de Fígado na Universidade de Paris, no conceituado Centro Hepato-Biliar do Hospital Paul-Brousse. Após o treinamento com o renomado professor Henri Bismuth, pioneiro em cirurgias e transplantes de fígado, Dr. Bredt retornou a Cascavel ainda mais determinado.
Em 2011 a ideia começou a sair do papel e, além da dedicação incansável do médico, a implantação do Centro Avançado do Fígado exigiu grandes esforços envolvendo a Central Estadual de Transplantes, Hemocentro, 10ª Regional de Saúde, laboratórios, apoio político, da população e, principalmente, o suporte da União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer (Uopeccan), que viabilizou toda a infraestrutura necessária.
A Uopeccan, com sede em Cascavel, tem 26 anos de exercício e possui uma área com mais de 10 mil metros quadrados. São 130 leitos de internamento, oito leitos de UTI adulto e dois leitos de UTI infantil com equipamentos de alta tecnologia. O complexo cirúrgico, por sua vez, disponibiliza cinco salas para a realização de procedimentos cirúrgicos de alta complexidade. Esta infraestrutura contribui para que o Centro Avançado do Fígado, instalado na Uopeccan, atue na prevenção, no diagnóstico e no tratamento das doenças hepáticas.
Além do suporte técnico hospitalar, o Centro conta com 12 profissionais e atende aproximadamente 40 pacientes ambulatoriais ao dia, tanto do Sistema Único de Saúde (SUS), quanto de convênios e particulares.
Os cirurgiões do Centro Avançado do Fígado, além de altamente qualificados, são membros titulares certificados pelas Sociedades Brasileiras de suas respectivas especialidades e subespecialidades. Para manter-se atualizado Dr. Bredt e os demais cirurgiões participam constantemente de congressos nacionais e interacionais. O grupo preza pela ética, responsabilidade e atendimento humanizado no combate às doenças do fígado, bem como na realização dos transplantes hepáticos, que representam a esperança de vida para muitos pacientes desenganados.


O médico que cuida da saúde do seu fígado e luta pela vida

Dr. Luis César Bredt
CRM-PR 17348
Cancerologia / Cancerologia Cirúrgica - RQE 12372
- Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR);
- Residência Médica em Cirurgia Geral pela Universidade Federal do Paraná (UFPR);
- Cancerologia/Cancerologia Cirúrgica e Cirurgia Abdominal pelo Hospital Erasto Gaertner, Curitiba;
- Cirurgia e Transplante de Fígado pelo Centro Hepato-Biliar do Hospital Paul-Brousse da Universidade de Paris, França;
- Membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica;
- Integrante da Associação Internacional de Cirurgia, Associação Brasileira de Transplante de Órgãos e da Hepato-bilio-pancreática;
- Participação no Comitê Nacional de Cirurgia de Fígado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica;
- Coordenador da equipe de Captação de Órgãos da 10ª Regional de Saúde;
- Cirurgião na Uopeccan e Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP);
- Professor na disciplina de Cirurgia Geral no Curso de Medicina da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e Centro Universitário FAG.

"O transplante de fígado é um dos procedimentos mais complexos da cirurgia moderna, além de desafiador, é tecnicamente minucioso e exige total concentração, habilidade, conhecimento e harmonia entre a equipe cirúrgica. A possibilidade de lutar pela vida é muito gratificante, pois representa, não só uma conquista para a medicina oeste e sudoeste paranaense, mas também renova as esperanças dos pacientes gravemente debilitados pelas doenças hepáticas. Ainda temos muito trabalho a ser feito com o objetivo de transformar o Centro Avançado do Fígado no serviço mais expressivo em cirurgias e transplantes de fígado do Estado.”







Dr. Leonardo Augusto Cândido Seyboth
CRM-PR 29511
Cirurgia Oncológica - RQE 22188
- Medicina pela Universidade Federal de Pelotas;
- Residência em Cirurgia Geral pelo Hospital Municipal São José, Joinville;
- Residência em Cirurgia Oncológica pelo Hospital do Câncer, Barretos;
- No Centro Avançado do Fígado atua como cirurgião nos procedimentos minimamente invasivos e cirurgião auxiliar;
- Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBOC).

"Minha principal função no CAF diz respeito a Cirurgia Oncológica e com enfoque principal em cirurgia minimamente invasiva (cirurgias com uso de instrumentais introduzidos no abdome ou tórax através de portais-entradas que fornecem uma recuperação mais rápida por lesar menos os tecidos e com uma mesma qualidade na ressecção do tumor). Atualmente realizo cirurgias colorretais, de estômago, de esôfago e hepáticas, todas com enfoque de tratamento ao câncer.”


Dr. Gabriel Bonometti Margraf
CRM-PR 31788
Cirurgia Geral - RQE 22122
- Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC) em parceria com a Università Degli Studenti di Ferrara, Itália;
- Residência em Cirurgia Geral pelo Hospital Santa Isabel, Santa Catarina;
- No Centro Avançado do Fígado atua na captação de órgãos e transplantes hepáticos.

"O processo de um transplante inicia com a confirmação da doação por parte da família e comprovação da compatibilidade do órgão. A Central Estadual de Transplantes define o paciente receptor que será direcionado ao hospital, no mesmo momento em que a equipe de captação está em deslocamento. Como cirurgião da equipe de captação do Centro Avançado do Fígado, efetuo a remoção do órgão e comunico se ele é ou não viável. Em situação afirmativa, encaminhamos o órgão até à Uopeccan. Dando seguimento ao processo, a cirurgia de retirada do fígado doente é efetivada para que o paciente receba o órgão doado. É uma corrida contra o tempo, pois a duração do fígado extracorpóreo é de seis horas no máximo.”


Dr. Júlio Cesar Zanini
CRM-PR 25125
Cirurgia Geral - RQE 15417
Cirurgia Oncológica - RQE 3012
- Medicina pela Universidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul;
- Residência Médica em Cirurgia Geral pelo Hospital da Cidade de Passo Fundo;
- Cancerologia/Cancerologia Cirúrgica pela Uopeccan;
- Pós-graduado em Cirurgia Oncológica;
- Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica;
- Professor no curso de Medicina no Centro Universitário FAG.

"A cirurgia oncológica é um dos tripés para o tratamento do câncer, ao lado da quimioterapia e da radioterapia. O fígado é o principal órgão acometido por metástases (raízes) procedentes de outros órgãos. Por isso, o planejamento terapêutico é realizado por uma equipe multidisciplinar, sendo que a cirurgia de tumores hepáticos é uma alternativa de tratamento que aumenta significativamente o tempo de vida dos pacientes.”


Dr. Otoniel Moreira
CRM-PR 20253
Anestesiologia - RQE 12384

"Sou um dos anestesiologistas responsáveis pelo serviço de transplante hepático no Centro Avançado do Fígado. A função do anestesiologista durante um transplante é de suma importância e necessita de amplo conhecimento na parte neurológica, função renal, fisiológica, farmacológica e principalmente da hemostasia. Os pacientes que precisam de cirurgia hepática são muito debilitados pelas doenças como cirrose, hepatites e tumores, por isso os profissionais devem ser extremamente capacitados. O transplante de fígado consiste em três fases: a 1ª da hepatectomia (retirada do órgão, momento em que há grande quantidade de sangramento e alterações hemodinâmicas). A 2ª fase é a anepática (o cirurgião faz o grampeamento da veia porta, que gera mudanças metabólicas, pois o fígado não está mais dentro do organismo). Logo após, vem a fase de reperfusão em que o cirurgião implanta o novo fígado no paciente. Este é o período mais crítico de toda a cirurgia, pois acontece uma hipotensão muito grande e queda de temperatura. Isso ocorre porque o órgão é transportado em uma bolsa de gelo, gerando um resfriamento. Além disso, são aplicadas soluções para a sua preservação, que quando entram em contato com o organismo também resultam em hipotermia e hipotensão. Neste estágio o anestesiologista deve estar atento e preparado com todas as drogas disponíveis para aplicação, conforme a necessidade, minimizando os possíveis danos ao paciente.”




Ciro Kreuz,
Presidente do Hospital Uopeccan

"Depois da conquista do credenciamento do transplante de medula óssea autólogo, o Centro Avançado do Fígado trouxe ainda mais relevância para o nosso trabalho. Ter este Centro especializado na região significa muito para toda a população. É uma maneira de facilitar o acesso à saúde do fígado e oportunizar um tratamento especializado e mais confiável ao paciente. O Hospital já tem um legado de credibilidade e o Centro Avançado do Fígado em pouco tempo conseguiu diminuir a fila de espera dos transplantes. É um orgulho para nós poder salvar vidas.”







Principais doenças que afetam a saúde do fígado
O fígado realiza mais de 500 funções e desempenha um papel fundamental no funcionamento do nosso organismo, por isso cuidar da saúde hepática é indispensável. De acordo com o Dr. Bredt, várias são as patologias que podem atingir o órgão, como cirrose hepática, tumores hepáticos e esteatose hepática, que inclusive são as doenças mais predominantes e que levam a população a recorrer ao Centro Avançado do Fígado. Tais hepatopatias preocupam os especialistas, pois quando se esgotam todas as possiblidades de tratamento clínico ou cirúrgico, podem acarretar na falência do órgão.

Esteatose Hepática
A esteatose hepática acontece quando há um acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado, prejudicando o tecido saudável e aumentando o volume do órgão. Esta patologia ocorre principalmente por duas causas: consumo demasiado e crônico de álcool e Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA). Os fatores de risco: obesidade, diabetes, dislipidemia, hipertensão, entre outros, contribuem para o desenvolvimento da DHGNA. A Sociedade Brasileira de Hepatologia estima que 20 a 30% da população mundial seja portadora DHGNA, sendo que a doença afeta homens e mulheres em todas as idades, inclusive crianças e adolescentes.

Cirrose Hepática
A cirrose hepática é uma doença crônica que prejudica o bom funcionamento do fígado, causada por fatores como o uso excessivo de bebidas alcoólicas, vírus da hepatite, depósito de gordura (esteatose), doenças autoimunes, doenças das vias biliares ou dos vasos sanguíneos que irrigam o fígado, doenças congênitas e metabólicas. A cirrose costuma ser silenciosa e agride o órgão ao longo dos anos. Inicia-se com uma inflamação que se persistir pode evoluir para um problema crônico e, até mesmo, para a fibrose.

Tumores Hepáticos
Os tumores hepáticos se dividem em benignos e malignos, sendo que na primeira situação eles não são capazes de se espalhar para outras regiões do corpo, diferente dos malignos, que podem disseminar metástases para os linfonodos, ossos e outros órgãos. Doenças como a cirrose, hepatites B e C, hepatite autoimune, hepatite relacionada à esteatose, obesidade e síndrome metabólica, são fatores de risco para o desenvolvimento de tumores no fígado.

Tratamentos e exames avançados
Biópsia Hepática
A biópsia hepática é um exame realizado para diagnóstico de patologias tumorais ou inflamatórias. Consiste na retirada de uma amostra do fígado que será analisada por um patologista.

Ablação por radiofrequência
É um moderno procedimento de tratamento de tumores hepáticos. Uma agulha é inserida diretamente no tumor, em seguida aplica-se uma corrente de alta frequência. Com o calor as células cancerígenas são destruídas. A técnica é indicada para pacientes que possuem tumores pequenos, sem a indicação cirúrgica.

Terapias oncológicas
Os tratamentos de pacientes com tumores malignos no fígado podem envolver uma ou mais técnicas associadas, definidas pelo oncologista e radioterapeuta. A quimioterapia é uma modalidade de tratamento que recorre à aplicação de medicamentos, em sua maioria por via intravenosa, com a finalidade de destruir as células doentes que formam o tumor. A radioterapia é outra forma de tratar o câncer de fígado e consiste no uso de radiação para eliminar o tumor.


Mais de 30 transplantes de fígado já foram realizados em Cascavel
O Hospital Uopeccan, por meio do Centro Avançado do Fígado, é o primeiro do interior do Paraná a disponibilizar o serviço de transplante de fígado. Para que o procedimento fosse autorizado pelo Ministério da Saúde, o Centro Avançado do Fígado precisou cumprir vários requisitos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). São exigências relacionadas à estrutura e equipamentos, como uma agência transfusional, tomógrafo, UTI e centro cirúrgico equipados, materiais cirúrgicos específicos, entre outros. Outro fator essencial para o credenciamento é a implantação de uma enfermaria exclusiva com uma sala de isolamento, a fim de prestar o melhor atendimento e garantir mais segurança aos pacientes. Além disso, é imprescindível uma equipe interdisciplinar e altamente qualificada. Por isso, o Centro conta com profissionais de enfermagem, fisioterapia, psicologia, serviço social, farmácia e medicina, com especialistas em cirurgia geral, oncologista, hepatologista, gastroenterologista, infectologista e anestesiologista. Este seleto grupo que atua no Centro Avançado do Fígado, recebeu capacitação no Hospital Albert Einstein em São Paulo, realizada sob a coordenação do Dr. Marcelo Bruno, um dos cirurgiões responsáveis pelos transplantes de fígado da unidade.
Após o cumprimento dos requisitos, em 11 de julho de 2017 foi publicado no Diário Oficial da União a Portaria nº 1.190 que autorizou a realização de transplantes de fígado no Hospital Uopeccan em Cascavel. Assim, em 20 de setembro de 2017, o primeiro transplante foi efetuado em uma paciente de 43 anos com quadro de cirrose avançada. A equipe composta pelos cirurgiões Dr. Luis César Bredt, Dr. Júlio Zanini e Dr. Gabriel Margraf, anestesiologista Dr. Otoniel Moreira e enfermeira Sandra Vendrametto efetuaram o procedimento que durou aproximadamente seis horas.

Até 20 de março de 2018, o Centro Avançado do Fígado realizou mais de 30 transplantes de fígado. O sucesso do procedimento depende do diagnóstico da doença, da determinação de sua extensão, do grau de repercussão sistêmica e das condições do receptor no pré-operatório e da qualidade do órgão a ser transplantado. 


Transplante de fígado ortotópico e técnica Split
Consiste na retirada do fígado sadio de um doador com morte encefálica para ser transplantado em um paciente com o fígado doente. O órgão pode ser implantado inteiro ou reduzido quando for incompatível com o tamanho da cavidade do receptor. Para isso, parte do fígado é ressecada, procedimento chamado de redução de enxerto. Também é possível dividir o órgão para dois receptores, sendo esta técnica denominada Split.

"No Brasil temos uma taxa de aproximadamente 75% de sobrevida após o transplante de fígado, sendo que o paciente poderá ter uma vida relativamente próxima do normal. No entanto, existem alguns cuidados especiais que devem ser adotados para garantir a saúde do transplantado, melhorando assim sua expectativa de vida”, relata Dr. Bredt.

Sem doador não há transplante
Quando existe a necessidade do transplante de órgão, acontece uma corrida contra o tempo. O paciente e seus familiares passam por momentos de angústia, pois para receber um órgão é preciso entrar na lista de espera conforme a gravidade da doença. No caso da doação de fígado, é ainda mais complexo devido às questões de compatibilidade sanguíneo-genética e o estado de qualidade do órgão.
A doação de órgãos, além de uma evolução na medicina, é considerada um ato de amor e solidariedade. Para ser doador, a pessoa precisa manifestar o interesse a sua família, pois após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica, são eles os responsáveis pela decisão de concretizar a doação. A Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos afirma que a negativa familiar é o principal motivo de preocupação, pois 47% das famílias recusam doar o órgão de um parente com morte cerebral, muitas vezes, por desconhecimento da vontade do paciente.
De acordo com o Ministério da Saúde, os órgãos que podem ser doados são: coração, fígado, pâncreas, rins e pulmões. Também podem ser doados tecidos, córneas, válvulas do coração, ossos, pele, sangue, medula óssea e cartilagens. Somente o rim, fígado, pulmão e medula óssea podem ser doados em vida. Em Cascavel, a viabilidade dos órgãos é informada à Central Estadual de Transplantes pela Organização de Procura de Órgãos (OPO) que por meio da 10ª Regional de Saúde, desempenha um papel fundamental na organização, apoio e execução do regulamento técnico do Sistema Nacional de Transplantes. A OPO contribui ainda com o desenvolvimento de atividades de identificação, manutenção e captação de potenciais doadores junto às comissões intra-hospitalares.


Mais informações
45 2101-7000 / 45 2101-7070
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