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Uopeccan o pulsar da vida

Corpo clínico de excelência, equipamentos de alta tecnologia e infraestrutura adequada transformam o Hospital Uopeccan em referência médica nacional no tratamento do câncer adulto e infantojuvenil, transplante de fígado e transplante autólogo de medula óssea
De um lado, centenas de pessoas em busca de uma consulta, um diagnóstico, uma esperança. De outro, profissionais que correm contra o tempo para atender a todos os pacientes, providenciar exames e encaminhar os tratamentos. O que une dois públicos tão distintos e ao mesmo tempo tão dependentes entre si? A paixão pela vida! A vida que pulsa em todas as alas, corredores, salas cirúrgicas e UTIs de um dos maiores centros de tratamentos oncológicos do Brasil: o Hospital do Câncer - Uopeccan.
O Complexo Hospitalar é constituído por duas unidades, sendo uma em Cascavel (matriz) e outra em Umuarama (filial), e atende pacientes das regiões Oeste, Sudoeste, Noroeste e Centro-Oeste do Paraná, bem como de outros estados e países, registrando a média de 30.000 atendimentos por mês. São pessoas que precisam de consultas, exames e tratamentos como quimioterapia, radioterapia, braquiterapia de alta taxa de dose, cirurgias, internamentos clínicos, transplante autólogo de medula óssea, transplante de fígado, além de outros serviços especializados.
Os atendimentos acontecem por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), Particulares e Operadoras de Planos de Saúde (Unimed, Bradesco Saúde, Cassi, Itamed, Amic, Amil, entre outras). No entanto, a origem ou a modalidade de encaminhamento do paciente não importa, pois no Complexo Hospitalar Uopeccan, todos são iguais!
Para atender a este público imenso, conta-se com a dedicação e empenho de mais de 120 especialistas das mais diversas áreas, que prezam por um serviço primoroso, com atendimento humanizado e acolhedor. Os médicos, que estão em constante atualização e participam de encontros científicos nacionais e internacionais, recebem o suporte de enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, fisioterapeutas, odontólogos, farmacêuticos, administradores e outros mais de mil colaboradores devidamente preparados para atuar tanto na abordagem dos pacientes, quanto na manutenção hospitalar.
Considerando as unidades de Cascavel e Umuarama, o Complexo Hospitalar Uopeccan soma exatos 28.183,37m². A infraestrutura dispõe de 495 leitos - sendo 30 destinados à Unidade de Terapia Intensiva - e 14 salas de cirurgias. Todos os setores são equipados com aparelhos de última geração, o que permite desde a realização de exames preventivos e procedimentos operatórios de qualquer grau de complexidade à recuperação completa do paciente. Ambas unidades contam ainda com Casas de Apoio, espaços cuidadosamente planejados para acolher e dar suporte aos pacientes e familiares que moram em outras cidades, mas que precisam permanecer nos hospitais para tratamentos mais longos.
São todos esses fatores - equipe especializada, equipamentos de última geração e estrutura física apropriada – que confirmam a credibilidade do Complexo Hospitalar Uopeccan como referência nacional no tratamento de câncer adulto e infantojuvenil.





Legião Feminina de Combate ao Câncer – LFCC, associação sem fins lucrativos constituída de voluntárias que auxiliam em diversas atividades, como coordenação geral dos voluntários, participam das campanhas de conscientização sobre o câncer, mutirões de saúde, organizam as festividades para os pacientes do hospital e também ajudam na arrecadação de roupas e mantimentos para a Casa de Apoio.



Central de Transplantes


Atualmente o Complexo Hospitalar Uopeccan é o único do Oeste paranaense credenciado para realizar transplante de fígado e transplante autólogo de medula óssea. No entanto, a meta da instituição é crescer, transformando-se em uma Central de Transplantes. O projeto já está em andamento e prevê, além da ampliação dos serviços já existentes, a inserção de duas novas modalidades de transplante: pâncreas e rim. Ambas estão em fase de solicitação/habilitação junto aos órgãos de Saúde, aguardando liberação. Estima-se que o investimento gire em torno de R$ 12 milhões, que serão aplicados no aumento da estrutura física e aquisição de equipamentos para procedimentos cirúrgicos e de suporte à vida.

Pesquisas e convênios: o foco é sempre o paciente

Por se tratar de um hospital especializado no diagnóstico, prevenção e tratamento do câncer, o Centro de Pesquisa Clínica do Complexo Hospitalar Uopeccan desenvolve estudos das fases II, III e IV. Os principais objetivos são a descoberta de novos medicamentos, o desenvolvimento de novos protocolos de tratamento e a prevenção de possíveis complicações. Além disso, esses estudos são oportunidades para os pacientes usufruírem de medicamentos utilizados em outros países e que provavelmente levariam anos até chegar ao Brasil.
Em 2019, o Complexo Hospitalar Uopeccan também iniciou um convênio com a Universidade de Harvard (EUA) com o Curso Princípios e Práticas de Pesquisa Clínica, uma especialização internacional que conecta simultaneamente profissionais do Brasil, Alemanha, Espanha, Chile, Estados Unidos e Suíça, que compartilham conhecimento em ética, metodologia de estudo, estatística, entre outros pontos importantes para a prática clínica.
Além de tudo isso, o Complexo Hospitalar Uopeccan oferece programas de Residência Médica em Cancerologia Cirúrgica e Cancerologia Clínica, ambos credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica/MEC.
 

 
ONCOPEDIATRIA
Um olhar especial para a infância

No Hospital Uopeccan não há fila de espera, toda criança tem atendimento prioritário

O câncer na criança e no adolescente é uma doença rara. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil cerca de 13 mil novos casos são diagnosticados por ano. A enfermidade representa a 2ª causa de óbito na infância, perdendo apenas para causas externas como acidentes e homicídios.
A boa notícia é que, atualmente, as chances de cura são superiores a 70%, desde que o diagnóstico seja precoce e o tratamento realizado em hospitais especializados e com profissionais qualificados no atendimento e acompanhamento desses pacientes. No Hospital Uopeccan, esta estimativa vem sendo alcançada com sucesso, graças à infraestrutura, dedicação dos colaboradores e, sobretudo, pela excelência do corpo clínico, especializado tanto no saber científico, como em acolhimento infantil e familiar.
O hospital conta com duas médicas especialistas em Oncologia Pediátrica, Dra. Carmem Fiori e Dra. Aline Rosa, que são responsáveis pelo atendimento de cerca de 80 novos casos ao ano, provenientes das diversas regiões do Estado e de outras regiões do Brasil.
Também integra a equipe da Oncologia Pediátrica o Dr. Ideraldo Campagnolo Júnior, médico intensivista pediátrico, coordenador e responsável pela Unidade de Tratamento Intensivo Oncológico Pediátrico (UTI) do Hospital Uopeccan, unidade de grande importância para o tratamento de crianças e adolescentes com câncer.
A Oncologia Pediátrica do hospital acolhe pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde, convênios ou atendimento particular. “Todas as crianças são consideradas prioridade. Aqui não há fila de espera, pois nesta faixa etária o tempo é um fator decisivo para salvar vidas. Nossa premissa é concluir o diagnóstico o mais rápido possível para que o paciente possa ser conduzido ao tratamento adequado o quanto antes”, ressalta Dra. Carmem.
O Hospital Uopeccan é referência nacional na área de Oncopediatria, sendo no Oeste e Sudoeste do Paraná o único centro de tratamentos de câncer infantojuvenil que oferece a mesma infraestrutura das grandes capitais. Essa é uma vantagem para a região, pois evita ao paciente complicações durante viagens longas, garante um tratamento mais humanizado, perto do lar e do ambiente familiar. É um cuidado que faz toda a diferença, além de refletir no bem-estar físico e emocional da criança.

Ala Pediátrica
Espaço humanizado para crianças e adolescentes

Uopeccan é o único hospital do Oeste paranaense capacitado para tratar câncer infantojuvenil e suas intercorrências

O câncer na criança e no adolescente se apresenta de formas diferentes do adulto e o sucesso do tratamento depende do comprometimento de toda uma equipe multiprofissional treinada para atender a este público. São odontólogos, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, técnicos e zeladores capacitados para prestar todo o atendimento necessário ao paciente.
O hospital também dispõe de estrutura física adaptada às crianças e aparelhos que garantem o tratamento integral. Um dos destaques é a UTI Oncológica Pediátrica, que supre as situações de gravidade e de intercorrências durante o diagnóstico e tratamento do câncer infantojuvenil. Destaca-se, ainda, a presença de uma agência transfusional dentro da estrutura hospitalar, que facilita e atende a demanda de transfusões sanguíneas, quando necessário. Além disso, disponibiliza aparelhagem específica para a hemodiálise em pacientes pediátricos acometidos pelo câncer.

O desafio do diagnóstico precoce

Uma das maiores dificuldades do diagnóstico precoce na criança é a “confusão” de sintomas, que a princípio podem ser associados a patologias benignas, comuns da idade. No caso do câncer, o que chama a atenção é a persistência dos sinais. O problema é que até surgir a suspeita do câncer vão sendo administrados medicamentos ou terapias convencionais, o que acaba atrasando o diagnóstico pontual e contribui para a evolução da doença.
Um outro fator primordial é o “olho dos pais”, que no dia a dia devem observar o comportamento, as queixas e as características atípicas que possam ocorrer com a criança. Essa observação pode ser decisiva para o diagnóstico rápido, assim como a atenção dos profissionais da saúde no alerta de que pode ser câncer. No entanto, nem todas as suspeitas são câncer. Por isso, a importância da avaliação do especialista em Oncologia Pediátrica em caso de suspeita diagnóstica, este profissional fará a avaliação para confirmar ou não a presença de câncer.

Principais tipos de câncer, sinais e sintomas de alerta

O câncer pode atingir qualquer faixa etária e surgir em diversos locais do corpo da criança. Os mais frequentes são: leucemia (câncer no sangue), seguido do câncer na cabeça (tumor do sistema nervoso central) e depois nas ínguas (linfomas). Os menos frequentes: tumor no rim (tumor de Wilms), na suprarrenal (neuroblastoma/carcinoma do córtex adrenal), tumor ósseo (osteosarcoma), no músculo (sarcomas), tumor no olho (retinoblastoma), tumor de fígado (hepatoblastoma/hepatocarcinoma), de testículo/ovário (teratoma/carcinoma), entre outros. Os sinais e sintomas de alerta são: mal-estar generalizado, palidez (anemia), dor de cabeça/vômitos, dor nas juntas ou nos ossos, febre sem causa específica, aumento das ínguas, manchas roxas em locais livres de pancadas (como costas e nuca), mancha branca no olho, mancha roxa ao redor do olho.
A persistência desses sinais e sintomas, após um tratamento específico, pode servir de ALERTA para a possibilidade de câncer. A criança deve ser reavaliada e prosseguir para uma avaliação clínica mais detalhada e realização de exames para esclarecimento do diagnóstico.

Projetos do bem

- Capacitação dos profissionais da saúde para detecção precoce do câncer infantil – o objetivo é capacitar médicos pediatras, estudantes de medicina e profissionais que atuam junto ao programa Estratégia Saúde da Família (ESF) para que consigam diagnosticar sintomas e encaminhar a criança ao atendimento especializado em caso de suspeita de câncer infantil.

- GAMPE (Grupo de Apoio aos Familiares e Pacientes Pediátricos Oncológicos) – consiste em encontros quinzenais com os familiares de crianças que estão em tratamento para discussão de problemas e orientações.

- Pesquisas clínicas – são estudos sobre novos medicamentos que possam ser administrados às crianças, visando amenizar possíveis desconfortos do tratamento ou, até mesmo, ampliar as chances de cura.
 
HEMATOLOGIA
Quando o sangue (e o amor) correm nas veias

Guardada como um verdadeiro tesouro, a medula óssea é um tecido gelatinoso localizado dentro dos ossos. É rico em células-tronco ou progenitoras, que são as responsáveis pela formação das células sanguíneas: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. Em outras palavras, a medula óssea guarda a vida! Para preservar este bem tão precioso, atuam no Hospital Uopeccan as médicas hematologistas Dra. Meide Daniele Urnau e Dra. Suélen Cagliero Gasparin. A triagem dos pacientes nem sempre começa no setor de Hematologia. De acordo com a Dra. Suélen, muitos pacientes chegam ao hospital encaminhados por cirurgiões vasculares ou reumatologistas. “Recebemos muitos casos de anemia e plaquetopenia, entre outras patologias associadas ou não ao câncer, cujas causas os clínicos não conseguem descobrir ou tratar. Aqui aprofundamos os exames, inclusive com biópsia (se necessário) e, com o laudo em mãos, definimos se o paciente permanecerá no hospital ou retornará ao seu especialista”, explica a médica.
Embora o foco do Hospital Uopeccan seja o combate ao câncer, o setor de Hematologia recebe muitas “suspeitas” para investigação mais apurada, via Sistema Único de Saúde, planos de saúde ou por atendimento particular.

Linfomas, leucemias e mieloma múltiplo

Entre todos os casos de câncer atendidos pelas hematologistas, os principais são os linfomas, as leucemias e o mieloma múltiplo.
Os linfomas se originam nos gânglios e podem infiltrar a medula óssea. Já a leucemia se inicia nos leucócitos - células responsáveis pela imunidade do organismo -, geralmente em uma célula mais jovem, que sofreu uma mutação e se tornou cancerígena.
No caso da leucemia, não há formas de prevenção e nem uma idade crítica para a manifestação da doença. “Ainda hoje prevalece a ideia de que o câncer se manifesta em pessoas mais idosas, no entanto, a leucemia é uma doença que acomete muitos pacientes jovens”, ressalta Dra. Suélen. Tanto as leucemias como os linfomas têm altas chances de cura.
A Hematologia também trata:
- Anemias;
- Ínguas (linfonodos);
- Alterações da imunidade;
- Transtornos de coagulação (plaquetopenia, trombose, trombofilias);
- Mielodisplasia (Síndrome Mielodisplásica) – pode ser considerada um pré-câncer; ou seja, se apresenta clinicamente com anemia e queda no número de glóbulos brancos e plaquetas, mas pode vir a se transformar em leucemia quando não tratada. Nos pacientes mais jovens há a possibilidade de transplante.

Transplante de medula óssea, uma segunda chance

Uopeccan é o único hospital da região Oeste do Paraná credenciado para realizar o transplante autólogo de medula óssea

Em muitos casos, conforme a gravidade da doença, a idade e a condição clínica do paciente, os recursos terapêuticos não apresentam o efeito almejado. O transplante surge, então, como uma alternativa eficaz. O transplante autólogo de medula óssea é indicado para o tratamento de linfomas e mieloma, principalmente. No Hospital Uopeccan, são realizados os transplantes autólogos, quando o receptor é doador da própria medula. Diferente do que muitas pessoas acreditam, esse tipo de transplante não acontece com incisões ou cortes como ocorre no transplante de órgãos, mas se assemelha ao processo de transfusão de sangue.
De maneira prática, o procedimento consiste em uma quimioterapia “reforçada”, ou seja, os medicamentos são administrados ao paciente em doses tão elevadas, que chegam a provocar a destruição da medula óssea. Para que esta pessoa consiga recuperar as células que a medula produz, antes da quimioterapia faz-se a coleta das células-tronco do próprio paciente, as quais serão congeladas para permanecerem intactas até o dia do transplante. Após a quimioterapia, essas células são transfundidas para reiniciarem a produção sadia de sangue. “Com o transplante, conseguimos submeter o paciente a uma dose altíssima de quimio, mas com a possibilidade de resgate da medula”, destaca Dra. Meide. No caso dos linfomas, o objetivo do transplante é a cura; no caso do mieloma, ainda não há cura, mas o transplante permite que o paciente possa ficar por um longo período sem precisar se submeter à quimioterapia, tendo melhor qualidade de vida.

Estrutura completa e de qualidade

O Hospital Uopeccan tem toda a estrutura necessária para a realização do transplante autólogo de medula óssea, desde a equipe preparada para auxiliar e prestar assistência nas mais diversas etapas do processo, até a estrutura hospitalar totalmente adaptada ao paciente transplantado. São enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos, odontólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas e técnicos que, junto com as médicas Dra. Suélen e Dra. Meide, estão comprometidos com a vida das pessoas que passam pelo procedimento. Além disso, da coleta do material ao acompanhamento pós-transplante, todas as etapas são realizadas no próprio hospital.
Para acomodar o paciente, que geralmente fica internado por um período de 30 dias, existem três leitos, todos equipados com um filtro de ar especial para evitar qualquer contato com micropartículas que possam comprometer a saúde e melhora do paciente. Além disso, são espaços localizados em uma área isolada e totalmente funcional.
Esta estrutura traz benefícios imensuráveis à população do Oeste e Sudoeste do Estado, que tem à disposição todo o serviço de qualidade em um centro de referência próximo de casa.

Sinais e sintomas para ficar alerta:

Plaquetopenia:
- Surgimento de manchas vermelhas ou roxas na pele;
- Sangramento na urina ou fezes;
- Sangramento pelo nariz ou gengivas;
- Fluxo menstrual extremamente intenso.

Leucemia e linfomas:
- Surgimento de ínguas (geralmente não são dolorosas, mas são persistentes e podem apresentar crescimento progressivo);
- Febre (principalmente no final do dia e início da noite);
- Suor noturno e profuso;
- Perda de peso;
- Cansaço;
- Anemia.

 
 
RADIOTERAPIA

Tecnologias modernas: maior precisão no tratamento de tumores

O Hospital Uopeccan possui em seu Centro Avançado de Radioterapia modernas técnicas de tratamento: IMRT (Radioterapia de Intensidade Modulada), Radiocirurgia, Radioterapia Estereotáxica Fracionada e a mais avançada no mundo atualmente, o VMAT (Arcos Volumétricos Modulados). Essas tecnologias permitem tratamentos em que a dose de radiação fica concentrada na região onde se localiza a doença, sendo capaz de poupar órgãos a poucos milímetros do tumor. Este avanço permite que as doses no tumor sejam maiores, ao mesmo tempo em que se reduz o risco de um efeito colateral.
A radioterapia é a modalidade de tratamento que utiliza radiações ionizantes para combater tumores. Quando a radiação atinge o corpo, provoca ionizações e, assim, se desencadeiam danos no DNA das células atingidas. As células tumorais geralmente são menos capazes de regenerar o dano causado pela radiação quando comparadas com as células sadias. Portanto, ao irradiar a região anatômica doente, a tendência é que as células tumorais sofram as piores consequências.
Antigamente, quando havia pouca tecnologia no tratamento radioterápico, a ausência de precisão da localização e dimensões do tumor fazia com que um volume grande do corpo fosse tratado com doses altas de radiação para garantir que fosse atingido o tumor em sua totalidade. Consequentemente, muito mais tecidos e órgãos sadios eram irradiados. Normalmente, o tratamento se limitava à dose que esses tecidos toleravam para não causar mais danos do que benefícios ao paciente.
Com a evolução dos equipamentos de imagens médicas em geral, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética nuclear, entre outras, hoje é possível ter a localização precisa da doença. Essas imagens são utilizadas nos estudos prévios em softwares modernos, nos quais os profissionais da Radioterapia conseguem visualizar a extensão do tumor, bem como a proximidade e envolvimento dos órgãos de risco daquela região. Além disso, o avanço extraordinário nos aceleradores lineares, equipamentos geradores da radiação ionizante utilizada no tratamento, trouxe novas formas de irradiar o tumor, com diferentes intensidades para cada parte do corpo, e isso tudo com precisão milimétrica.
Na etapa do planejamento radioterápico, a precisão gerada pelas imagens médicas e o avanço tecnológico dos aceleradores lineares se somam. Com essas ferramentas, a equipe formada pelo médico radioterapeuta, dosimetrista e físico médico consegue extrair o melhor tratamento possível para cada caso individualmente.
Desde 2014, o Centro Avançado de Radioterapia do Hospital Uopeccan já tratou cerca de 1.200 pacientes utilizando as técnicas mais avançadas, além de ter realizado, desde 2008, aproximadamente 5.000 tratamentos com a tecnologia Conformacional Tridimensional. A equipe, além de qualificada, se atualiza constantemente para aplicar o melhor de cada tecnologia, e aliada à experiência adquirida nesses 11 anos, enfrenta os desafios que cada tipo de doença apresenta.

Exemplos de tratamentos avançados

Mama

O uso das tecnologias avançadas, como o IMRT - mais utilizada nestes casos - no tratamento do câncer de mama, trouxe importantes benefícios para o resultado final. Entre eles, destaca-se a melhora na homogeneidade da dose no volume mamário. Isso significa que a mama recebe doses equilibradas em todo seu volume, não havendo regiões com doses muito altas que poderiam ocasionar inflamação grave de pele (radiodermite III e IV) e nem doses muito baixas que poderiam comprometer a eficácia do tratamento. Além disso, é possível reduzir a dose em pulmão, coração (quando tratada a mama esquerda) e mama contralateral.
 


Próstata

O câncer de próstata pode ser tratado de forma eficiente pela técnica Conformacional Tridimensional ou pelas mais avançadas, IMRT e VMAT. Assim é possível envolver toda a próstata em uma dose significativa e, ao mesmo tempo, poupar a bexiga, o reto e fêmures do paciente. Quando utilizadas as técnicas mais avançadas, a capacidade de poupar os órgãos sadios aumenta significativamente, reduzindo os riscos de toxicidade da radiação, ou seja, os efeitos colaterais. Como exemplo, o risco de inflamação no reto, quando utilizado o VMAT ou o IMRT, cai em torno de 66% em relação à técnica Conformacional Tridimensional.
 

 



Oncologia Clínica

O papel imprescindível do oncologista clínico na luta contra o câncer

“Somos uma equipe preocupada não somente em bem tratar, mas em bem cuidar”

Formada pela palavra grega “onkos” (onco) - que significa massa, volume, tumor – e pelo termo “logos” (estudo), a Oncologia é o ramo da Medicina que lida com uma das enfermidades mais temerosas e cercada de tabus: o câncer. De fato, é uma doença grave com impactos diretos tanto na saúde física, quanto emocional do paciente, o que exige um tratamento diferenciado e multidisciplinar. Dentre os vários profissionais envolvidos nesse processo está o oncologista clínico.
Diferente do cirurgião, responsável pela remoção (integral ou parcial) do câncer, o oncologista clínico foca no tratamento sistêmico do paciente, ou seja, identifica suas necessidades, faz o encaminhamento oportuno, prescreve a terapia indicada (quimioterapia, radioterapia, terapia-alvo) e trata as complicações e efeitos adversos que possam ocorrer durante ou após o tratamento. “Na verdade, o oncologista clínico tem a missão de não somente prescrever as terapias, mas antever as complicações que o paciente possa apresentar a fim de tratá-las de imediato, com o mínimo sintoma. Nosso foco é o paciente como um todo”, esclarece Dr. Ademar Dantas da Cunha Jr., que atua na Oncologia Clínica do Hospital Uopeccan ao lado dos médicos Dr. Dante Morelli e Dra. Juliana Santos Seeber.
Os três especialistas trabalham de forma orquestrada, dividindo o tempo entre pesquisas, capacitações e, principalmente, desempenhando um atendimento exemplar no cuidado com as centenas de pessoas que diariamente chegam ao hospital. É preciso ampla experiência e habilidades médicas coesas para a escolha da terapia a ser administrada em cada caso. No Hospital Uopeccan o paciente tem tratamento totalmente personalizado, o que exige sabedoria do oncologista clínico para promover a ação e o resultado esperado. “Uma dose errada do medicamento pode ser fatal”, comenta Dr. Ademar Dantas.
Antes de prescrever o tratamento sistêmico o profissional deve realizar uma avaliação detalhada do paciente, considerando não somente suas características físicas (como peso e altura), mas também a idade, doenças, histórico, estado clínico e psicológico, para somente depois definir os medicamentos a serem utilizados. “É preciso reunir todas as informações possíveis”, complementa.
As principais terapias empregadas no tratamento do câncer são a quimioterapia, a terapia biológica, a terapia-alvo e o aconselhamento genético, cada uma com uma ação e efeitos colaterais diferentes, que variam também de paciente para paciente. São procedimentos que podem ser aplicados isoladamente ou associados entre si, conforme o quadro da doença e a avaliação do oncologista clínico. “O tratamento do câncer não se baseia apenas em curar, mas em estacionar, controlar a doença e regredir o que é possível”, ressalta Dr. Dante Morelli.

Do pronto-socorro à UTI


O Hospital Uopeccan é o único de Cascavel que dispõe de um pronto-socorro especializado em atendimento oncológico de emergência, além de contar com uma Unidade de Terapia Intensiva totalmente adaptada e equipada para dar o suporte necessário à pessoa que está enfrentando o câncer. É uma estrutura que garante mais segurança ao paciente, familiares, bem como aos médicos que integram o corpo clínico da unidade. Por ser um hospital oncológico, toda a equipe está familiarizada com as complicações e os sintomas que possam surgir durante o tratamento, estando apta a prestar atendimento desde casos mais simples aos mais avançados.
“Nossa estrutura permite que o paciente receba toda a assistência em um único lugar, do pronto-socorro à UTI. Desta maneira, não necessita de deslocamentos para outras unidades hospitalares, evitando maiores transtornos e complicações nestes momentos de convalescência. Além disso, também não precisa ser deslocado para outras cidades, colocando sua vida em risco durante a viagem, pois aqui no Hospital Uopeccan aplicam-se os mesmos protocolos e tratamentos reconhecidos internacionalmente, ou seja, são os mesmos tratamentos oferecidos pelas grandes capitais”, explica Dra. Juliana Seeber.

CUIDADOS PALIATIVOS
Pode não haver cura, mas sempre há muito o que fazer

O Hospital Uopeccan é pioneiro no atendimento de cuidados paliativos na região Oeste do Estado

Infelizmente, há quadros que não apresentam possibilidade de cura, há outros em que o próprio paciente decide não realizar ou prolongar o tratamento do ponto de vista curativo. Neste momento, iniciam-se os cuidados paliativos, que formam um conjunto de ações cujo objetivo é promover a qualidade de vida do paciente por meio da prevenção e do alívio do sofrimento, respeitando suas decisões.
Doutor Dante Morelli explica que diferente do que acontecia até pouco tempo atrás, hoje o paciente tem total autonomia para decidir como deseja seu tratamento. “A pessoa tem o direito de não querer tratar a neoplasia e mesmo que decida por isso, irá receber todo o suporte com consultas, orientações e tratamentos paralelos. Falar em cuidados paliativos não significa que não há mais o que fazer, pelo contrário, há muito a fazer. Nós só mudamos o foco”, relata o médico. Firmado no relacionamento ético e transparente com as famílias e pacientes, o Hospital Uopeccan trabalha com cuidados paliativos há 15 anos. Além de contar com a atuação de uma equipe multidisciplinar especializada, é o único em Cascavel a dispor de um ambulatório oncológico exclusivo para tais cuidados.

CÂNCER DE MAMA
Taxa de sucesso do hospital supera estatística nacional e se compara à estatística norte-americana

Os médicos oncologistas Dante Morelli, Juliana Seeber e Ademar Dantas também estão trabalhando em levantamentos - com classificação internacional - sobre o número de casos tratados no Hospital Uopeccan (tipos de câncer, incidência da doença, taxa de sucesso, sobrevida dos pacientes, entre outros fatores). A etapa piloto deste estudo aconteceu de 2011 a 2017 com pacientes que tiveram câncer de mama e apontou resultados excelentes para o hospital. Conforme a análise, nos casos em que a doença foi diagnosticada precocemente (73% Uopeccan x 62% Estados Unidos), a taxa de sucesso no tratamento realizado pela equipe do Hospital Uopeccan foi de 94%, comparada aos dados americanos.

Centro de pesquisa e ensino

Dentre todos os estudos e projetos de pesquisa e ensino realizados pelo setor de Oncologia Clínica do Hospital Uopeccan, destacam-se:
- Convênio com a Universidade de Harvard com o Curso de Princípios e Práticas de Pesquisas Clínicas, uma especialização internacional que conecta profissionais de vários países para o aperfeiçoamento em pesquisa clínica e epidemiologia;
- Formação de um Centro de Pesquisa Clínica, cujo enfoque é administrar e conduzir estudos sobre a incidência e causas dos principais tipos de câncer que chegam ao hospital;
- Estudos clínicos para imunoterapia em câncer de pulmão, câncer de mama e linfoma;
- Pesquisas sobre o papel de drogas utilizadas em diabetes na prevenção e no tratamento de doenças oncológicas, além do impacto da obesidade na gênese e no prognóstico de pacientes oncológicos.
 
 

CIRURGIA ONCOLÓGICA
Nas mãos de profissionais de confiança

Ao lado da quimioterapia e da radioterapia, a cirurgia oncológica é um dos tripés para o tratamento do câncer. Neste momento, saber que está “nas mãos” de um cirurgião capacitado torna-se primordial para a tranquilidade do paciente e seus familiares. No Hospital Uopeccan, a equipe de cirurgiões se divide em áreas específicas. O objetivo é promover um tratamento humanizado, brando e com resultados positivos. Além dos conhecimentos técnicos da prática cirúrgica, os profissionais têm total domínio das peculiaridades das neoplasias, o que amplia as chances de sucesso dos procedimentos. O hospital realiza o tratamento cirúrgico de pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde, convênios e atendimento particular.

Centro Avançado do Fígado

Referência estadual no tratamento de doenças hepáticas

O Hospital Uopeccan, por meio do Centro Avançado do Fígado, além de realizar o tratamento clínico e cirúrgico de doenças do fígado, foi o primeiro hospital do interior do Paraná a oferecer o serviço de transplante hepático. O procedimento é considerado a última opção de tratamento para o paciente que sofre de alguns tipos de câncer de fígado ou cirrose hepática terminal, com taxas de sucesso em torno de 75%. Pode ser realizado a partir da doação do órgão saudável de um doador que veio a óbito ou quando o paciente recebe parte do órgão de um doador vivo, com condições clínicas compatíveis. De qualquer modo, é um procedimento delicado, que requer exímio conhecimento por parte dos profissionais.
O Centro Avançado do Fígado conta com o aporte de médicos oncologistas, hepatologistas, gastroenterologistas, infectologistas e anestesiologistas. Além do corpo clínico altamente capacitado, também exige equipe treinada para atuar no cuidado com o paciente. O Centro dispõe ainda de uma agência transfusional, enfermaria exclusiva com isolamento, UTI e centro cirúrgico, setores devidamente equipados com aparelhos de última geração.
Outros procedimentos realizados no Centro Avançado do Fígado são cirurgias oncológicas, biópsia hepática, quimioembolizações, radioterapia e radioablações de tumores.

Moderno Sistema de Recuperação de Sangue Autólogo
O centro cirúrgico do Hospital Uopeccan dispõe de equipamentos de alta tecnologia. Um deles é o Sistema de Recuperação de Sangue Autólogo (Cell Saver®), usado principalmente em cirurgias de alta complexidade, como é o caso do transplante hepático, procedimento em que ocorre perda significativa de sangue. O Cell Saver® tem a capacidade de filtrar o sangue do paciente, removendo os vestígios de componentes indesejáveis e recuperando as hemácias que serão retransfundidas.
O sistema diminui as transfusões alogênicas (vindas de outros doadores), reduzindo os riscos de reações, além de moderar o uso de bolsas de sangue, as quais podem ser redirecionadas a outros pacientes.

CIRURGIA ABDOMINAL
Diagnóstico precoce eleva a probabilidade de cura

O núcleo de cirurgias abdominais do Hospital Uopeccan é responsável pelo tratamento de tumores que acometem os órgãos do aparelho gastrointestinal, retroperitônio e tumores de partes moles. Levantamento do Ministério da Saúde aponta que o câncer colorretal é a segunda neoplasia maligna mais prevalente no sexo feminino, ficando atrás apenas do câncer de mama, e o terceiro no sexo masculino, perdendo para próstata e pulmão. Quando diagnosticados de forma inicial, a probabilidade de cura dos cânceres é alta, no entanto, não é o que geralmente acontece.
Os cânceres nas suas fases iniciais são assintomáticos, ou seja, somente é possível o diagnóstico dos mesmos mediante os exames de prevenção, por isso a necessidade da realização desses exames de forma periódica. Nos dias atuais, mais de 50% dos casos são diagnosticados em estágio avançado, quando os sintomas se tornam mais evidentes e as dores passam a incomodar de verdade. Isso ocorre porque as pessoas têm a tendência de ignorar as dores abdominais mais leves. Muitas, inclusive, insistem na automedicação mesmo em casos persistentes, o que só piora o quadro. De acordo com o Dr. Julio Zanini, toda dor abdominal que se estende por mais de duas semanas precisa ser investigada. “A presença de náuseas, vômitos (principalmente com sangue), cansaço, perda de peso significativa e constipação pode significar doença em estágios mais avançados”, explica.

Tipos de cirurgia

A cirurgia oncológica abdominal pode ser curativa, quando há perspectiva de cura do câncer, ou paliativa, visando o alívio dos sintomas.
No Hospital Uopeccan, são realizadas cirurgias abertas, laparoscópicas, procedimentos guiados por ultrassom e tomografia, ablação de tumores e transplante de fígado. “A decisão da técnica e do tipo de cirurgia cabe ao cirurgião, com base no local onde o tumor está alojado, na sua extensão, estágio e risco de se disseminar para outros órgãos ou tecidos”, esclarece a cirurgiã oncológica Dra. Mariah Steinbach.
Em um futuro breve, o Hospital Uopeccan vai investir na cirurgia robótica, uma modalidade em que médicos atuam com o suporte de braços robóticos, com riqueza de detalhes e alta precisão nos movimentos.

 
CÂNCER DE MAMA
Reconstrução de mamas recupera autoestima feminina

O câncer de mama é um dos três tipos de câncer com maior incidência no mundo. Neste ano, a estimativa da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) prevê que o Brasil some aproximadamente 59,7 mil novos registros da doença.
Embora duas a cada três mulheres que procuram o Hospital Uopeccan tenham acima de 55 anos, na última década, verifica-se um aumento significativo de câncer de mama em pacientes jovens. Apesar do fator genético ser considerado pela maioria da população a principal causa da enfermidade, está presente em somente 10% dos casos. “Independente do histórico de câncer na família, toda mulher deve realizar o autoexame e os check-ups preventivos regularmente”, destaca Dr. Daniel Henrique Castro, especializado em oncoplastia e reconstrução mamária.
Quando o câncer de mama é detectado em estágios I e II, a taxa de cura ultrapassa 90%, enquanto que no estágio III esse valor chega a 72%, por isso a importância do diagnóstico precoce. Os tratamentos são modernos e podem incluir várias etapas. Na maioria dos casos, recomenda-se a cirurgia para remoção do tumor (ou a maior parte possível dele) com uma margem de segurança. Existem casos em que se faz a quadrantectomia, quando somente remove-se o tumor e a área afetada; outros exigem a mastectomia, em que se retira a mama toda. Em qualquer circunstância, são procedimentos delicados, pois envolvem a questão da feminilidade e, consequentemente, a saúde emocional da mulher.

Cirurgias reparadoras

A cirurgia reparadora e reconstrutora de mama, um dos maiores avanços na área oncológica, tem ajudado inúmeras mulheres a recuperarem a autoestima. “Atualmente, na ressecção parcial e total de mama existe a possibilidade de reconstrução imediata ou em cirurgia futura. O objetivo é não deixar a paciente com a sensação de mutilação corporal. São procedimentos pautados na ética, com respeito à paciente e assegurando sua saúde, por meio de técnicas apropriadas e conhecimento científico”, comenta Dr. Daniel.


CÂNCER DE PELE
O tamanho das lesões não deve condicionar a busca por ajuda

O câncer de pele corresponde a 33% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil. É o mais prevalente entre homens nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e entre as mulheres em todas as regiões do país.
Ele pode ser dividido em câncer de pele melanoma e não melanoma, devido ao seu comportamento biológico. Enquanto o melanoma tem potencial de enviar metástases aos linfonodos e outros órgãos, o não melanoma geralmente tem potencial de destruição local e menor potencial de metástase linfonodal.
O tratamento do câncer de pele geralmente envolve cirurgia, associada ou não à radioterapia, quimioterapia ou terapias afins. Isso depende da extensão, gravidade e risco de disseminação do tumor, o que é devidamente avaliado pelo cirurgião.
Como o câncer de pele não melanoma, em especial o carcinoma basocelular, é um tumor indolente, ou seja, que não causa dor, muitos pacientes – em especial idosos - chegam no Hospital Uopeccan com a doença em estágio avançado. “Isso acontece pela falta de informação do paciente, de seus familiares ou mesmo da equipe que atua na rede básica de saúde em não valorizar as lesões”, explica a cancerologista Dra. Mariana Moreira. No Hospital Uopeccan, a médica dedica seu trabalho exclusivamente ao tratamento cirúrgico do câncer de pele.
Felizmente, considerando o público em geral que busca tratamento, a maioria dos casos são de tumores iniciais e nesta fase, a taxa de cura é alta. O tratamento do câncer de pele requer terapias ou cirurgia para remoção dos tumores. De acordo com Dra. Mariana, “no caso do melanoma, nesta última década surgiram novas terapias e com melhores resultados, como a imunoterapia e a terapia-alvo, que beneficiam principalmente os pacientes com doença em fase avançada. Já em relação ao câncer de pele não melanoma, apresentam-se técnicas cirúrgicas com maior precisão da margem de segurança, curativos especiais para o auxílio nas reconstruções, além dos avanços na radioterapia e imunoterapia”.

Pequenos, mas profundos

O tamanho das lesões não deve condicionar a busca por ajuda. No caso de melanoma, por exemplo, mesmo tumores pequenos podem ser profundos, com risco de atingirem vasos linfáticos ou sanguíneos e se disseminarem. Qualquer alteração em manchas ou pintas deve ser reportada ao especialista.


CÂNCER GINECOLÓGICO
Cirurgias realizadas por especialistas alcançam maiores índices de cura

Apesar de tantos alertas sobre a importância da prevenção e do combate ao câncer, muitas pessoas ainda protelam as consultas de rotina. No caso do câncer ginecológico, existe uma razão que a maioria das mulheres não assume e que pode ser determinante para a progressão da doença: a vergonha.
O experiente cirurgião Dr. Paulo Henrique Dondoni reconhece que infelizmente o câncer ginecológico ainda é cercado de tabus: “A vergonha de expor o corpo, a desinformação, preconceitos e até o medo da doença interferem negativamente na adesão das mulheres às consultas e aos programas de prevenção do câncer ginecológico, como a vacinação contra o vírus HPV e a realização do Teste de Papanicolau”.
Os principais cânceres ginecológicos são de colo de útero, de endométrio e de ovário e os tratamentos indicados podem ser: cirurgia, radioterapia e quimioterapia. “Atualmente existem técnicas cirúrgicas minimamente invasivas que apresentam ótimos resultados estéticos, funcionais e psicológicos à paciente.
Em casos selecionados, é possível a realização de tratamentos que conservam a fertilidade. As cirurgias realizadas por especialistas alcançam maiores índices de cura e com menores taxas de complicações”, reforça Dr. Paulo Dondoni.
A exemplo do câncer de colo de útero, cerca de 80% das mulheres diagnosticadas e tratadas enquanto o câncer está localizado atingem a sobrevida global de 5 anos. Já entre as pacientes que apresentam a doença no diagnóstico avançado, este percentual cai para apenas 20%.
O câncer de colo de útero é o terceiro mais comum entre as mulheres na América Latina e no Caribe. A vacina tetravalente contra o HPV e o exame preventivo (Papanicolau) se complementam como ações de prevenção desse tipo de câncer.
O Hospital Uopeccan é um centro de referência na área de cirurgia oncológica e conta com uma equipe multiprofissional competente, em constante atualização, focada na recuperação física e emocional das pacientes.

Dr. Emerson Wander Silva Soares - Diretor Técnico Médico - CRM-PR 16235 | RQE 10787 | RQE 14091
 
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